Domingo, Outubro 25, 2009

Mad Dog

Nova música chamada MadDog de minha autoria, que faz parte do CD "1,2,3,4".

Essa é a letra:

Running through the grounds
And across the skies
In someone's backpack
It comes down and crack all the wreck

On a highway to the seas
Head out in the cloud
Wind blowing in the mouth
Hair glowing, the sun shines

She can't look back on this track
No mirror to see what she left
Now she just doesn't care somehow
Cause the world became a mess

Run fast, it won't last


E essa é a tradução

Correndo através dos campos
E através dos céus
Na mochila de alguém
Ele vem e combate todos os destroços

Em uma auto-estrada para o mar
Cabeça para fora na nuvem
Vento que sopra na boca
Cabelo brilhante, o sol brilha

Ela não pode olhar para trás sobre nesta faixa
Nenhum espelho para ver o que ela deixou
Agora ela não se importa
Porque o mundo tornou-se uma confusão

Corra rápido, ele não vai durar

Terça-feira, Julho 07, 2009

Humanização nos games

Olá Milo, como foi o dia ontem?

Tudo bem, estou de férias agora, vou ter mais tempo pra ficar com você aqui!

Como foram as provas Milo? Você passou em todas as matéria?

Sim, passei! Obrigado por ter me ajudado naquele problema de matemática.

De nada Milo! Vamos jogar uma bolinha mais tarde?

Vamos, que tal agora mesmo?

Vamos então!

 

O diálogo acima vai se tornar realidade dentro de alguns meses ou anos. É o novo Tamagotchi, revolucionário, agora na versão XBOX 360. O nome da tecnologia é Project Natal. Parece que esse nome realmente é referência à capital do Rio Grande do Norte, uma homenagem à cidade feita por um brasileiro que trabalha na equipe de desenvolvimento. Esqueça de controles, sejam eles simples ou complexos de serem manuseados. A Microsoft pretende que os jogadores usem simplesmente os movimentos de seus próprios corpos para controlar objetos na cena, e melhor ainda, interagir com personagens através da fala e do reconhecimento de voz e imagens.

Um dos exemplos citados pela Microsoft na E3 (feira de games que acontece anualmente em Los Angeles) inclui o login automático no XBOX Live através do reconhecimento facial. Assim, basta ligar o console e aparecer na frente da TV para fazer login automático com seu usuário. E claro, controlar seu avatar :). Ainda falando sobre a interface NXe (New Xbox Experience), será possível movimentar os menus e navegar pela interface somente utilizando gestos manuais. Sempre me lembro do “I, Robot” e de outros filmes que previram essa tecnologia anos atrás.

Falando mais sobre aplicações em games, o exemplo mais clássico é a possibilidade de manusear a direção de um carro de corrida somente com os movimentos, imitando a vida real. Ou remar, pular, correr, lutar, enfim, escolha seu gênero preferido aqui e adicione algum movimento realizado no ar e pronto, você tem o game funcionando com o Project Natal.

A idéia de captura de movimentos não é nova. Ficou realmente popular com o Nintendo Wii e seus jogos simples e casuais voltados para à família e festas entre amigos. Jogar boliche ou tênis com um controle do Wii realmente é muito divertido. Os jogos que foram feitos para utilizar esse tipo de recurso, onde o jogador fica em pé, pula, realiza movimentos bruscos (como dar um soco em alguém do lado ehehhee), funciona bem. Agora existem jogos que não funcionam bem com captura de movimentos. E assim voltamos ao clássico exemplo do jogo de corrida de carros. Quem é que vai querer ficar com os braços “pendurados” no ar durante horas, imitando uma direção? Ninguém.

O grande problema é a falta de feedback do objeto com que ocorre a interação. Quando estamos em nossos carros, podemos segurar a direção, o câmbio, ajustar os espelhos. E cada um de nós SENTE a presença do objeto. Enquanto não pudermos ter esse tipo de sensação, incluindo textura, peso e forma, teremos que contar com a imaginação e com o desgaste de nossos pobres e atrofiados músculos. Exagerando um pouco, imaginem controlar esse aviãozinho através de movimentos corporais!!!

Fica muito difícil. Por aí percebemos que a Realidade Virtual está chegando aos lares, mas ainda em uma versão simplista e muito longe de ser realmente útil e usável. Talvez quando tivermos sensores nas mãos que simulam um objeto, será mais agradável ter essas experiências. Por enquanto o bom e velho controle, ou ainda, joystick, é a ferramenta mais recomendada para controlar personagens, carros, monstros, naves e qualquer outro ser/objeto com quem vamos interagir.

Ainda assim, as novas iniciativas que visam humanizar os games, estão funcionando em larga escala. O Nintendo Wii é o sucesso que todos sabemos, e a Microsoft com o Project Natal vai impulsionar ainda mais o mercado. Os programas mais interessantes serão os que usam bem o sistema de reconhecimento de voz e de imagens, como o que podemos conversar com Milo, o Tamagotchi da nova geração. Espero que ele não seja muito real, afinal, será que vamos ficar com peso na consciência se Milo for mal nas provas porque não o ajudamos na véspera?

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Zen Brain Cover

A banda Nada Surf e especialmente o CD High/Low é um dos top 10 na minha lista. Tem alguns e raros CDs em que todas as músicas são excelentes, sem exceção. Você sabe quanto tempo falta ou quanto tempo já passou somente pela música que está tocando. Posso dar como exemplo o Jagged Little Pill da Alanis, o Usuário do Planet Hemp, Nevermid do Nirvana e o Sleeping with Ghosts do Placebo. Existe vários outros, com certeza...

Voltando ao cover, essa música se chama Zen Brain. Vale a pena conferir a letra:



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
I'm going from strange to stranger
Every year
It's going from strange to stranger
Every year

I take it back
You're panicking
I take it back
I just don't know
I really thought I wanted to go
But when you're close
You look through me just like a ghost
I like sleeping
I'm only safe when I'm dreaming
I need a new heart
This one's hollow always scheming
You wait for summer
And then you wait for winter
But there's a total lack of splendor

Zen brain
Throw away your crushes
All your childhood crutches away
Super brain
Never scared of nothing
Violence or loving my way
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Como dizem os primeiros versos, a cada ano que passa as coisas ficam mais estranhas. Outro ponto culminate na música é citado na falta de esplendor na simples esperar pelas novas estações... O inverno vem, o verão chega, mas falta algo que não está totalmente em ressonância com esses eventos iluminados. Por último, a frase: "Violência ou amor a minha maneira". Ainda estão por inventar algo mais polarizado do que amor baseado no medo. E o mais legal é que a grande parte do mundo vive sob essa ilusão. A gente acaba amando uma projeção de nossa mente na outra pessoa. Ninguém realmente quer saber quem está do outro lado da conversa. É por isso que acaba se tornando um monólogo, sem espaço para o diálogo, e muito menos para o Silêncio.

Ouça o cover de Zen Brain para uma trilha sonora empolgante e intrigante :)

Sexta-feira, Maio 08, 2009

Joguinho de carro

 
O nome é Park Your Ride. Os gráficos são remanescentes da época de GTA 1 e 2, muito bem detalhados, mas sem exageros. A visão é top-down, e é tudo 2D. Resumindo, é um jogo que por mais simples que seja acaba interessando a qualquer pessoa que gosta de games e já teve a experiência de estacionar um carro em um lugar inóspito.

Na verdade lembra mais as pessoas que costumam dizer: "Eu consigo estacionar em qualquer vaga!" hehehe. Então que prove suas palavras!

O jogo se passa em Shanghai, mas vc não vai nem perceber. Os ambientes são comuns como um aterro, uma fábrica, uma boate, uma estação de trem. Poderia ser NY, São Paulo, Londres, qualquer lugar. O tempo pra completar as fases é bem justo, então nada de ficar circulando com o carro por aí. É pra sair direto pra vaga, e de preferência colocando de primeira, na área determinada. Isso é um pouco chato porque as vezes parece que o carro está em cima da área, mas o game não aceita. Em compensação, tem vezes que vc joga o carro de qualquer jeito e ele aceita.

Enfim, divirtam-se porque eu me diverti!

Quarta-feira, Abril 08, 2009

15 Anos sem Nirvana

Já faz tempo que o rock não mostra nada de tão revolucionário. O último expoente que levantou a bandeira da revolução foi Kurt Cobain e o Nirvana.

As histórias que estão nos jornais todos nós já conhecemos. Uma investigação mais profunda através das biografias publicadas por autores como Michael Azerrad, trazem alguma luz para esclarecer alguns fatos que ficaram omissos. Pouca gente sabe quem realmente era Kurt Cobain. Não dá pra definir sua personalidade somente como auto-destrutiva. Existiam várias outras nuances como a compaixão, o medo, a dor, o sofrimento e o silêncio.

 

A grande dicotomia da vida de Kurt foi procurar o sucesso e ao mesmo tempo negá-lo totalmente, como se fosse a pior coisa que poderia acontecer à um ser humano. Ainda assim, desde sua adolescência, Kurt queria e focava todos os seus recursos para que sua banda e bando, o Nirvana, fosse conhecido e reconhecido pela música e pensamento contra-cultural. É uma pergunta engraçada que podemos nos fazer: como divulgar para muitas pessoas que a sociedade não se importa com ninguém? O problema é exatamente, utilizar todas as armas da sociedade, suas gravadoras, suas vendas, seus shows, suas entrevistas, para dizer que está tudo errado.

Se Kurt Cobain fosse forte o suficiente em suas afirmações, conseguiria ficar imune à sujeira de onde se meteu, e provavelmente estaria vivo até hoje. Não só para não ter se matado (ou quem sabe ser assassinado), mas para seguir sua caminhada revolucionária. Ele acabou sucumbindo ao meio intoxicante em que viveu para passar sua mensagem. É como se alguém cruzasse um rio de lodo para dizer aos habitantes da outra margem que não importa o que aconteça, nunca iremos nos sujar. Só que Kurt quando olhou para si mesmo, e viu a sujeira, duvidou de quem era e de seus propósitos, e não aguentou essa visão. Não há nada mais difícil do que nos confrontarmos com nossas verdades, e verificar se elas continuam reais ou não.

Não era o caso de que Kurt estava errado ou obcecado. Mas tudo o que ele acreditava e lutava era exatamente o oposto do que ele vivia. Como Cazuza disse, a ideologia que Kurt seguia não servia mais para viver. É claro que as drogas e toda a nuvem que se criou em volta de sua pessoa, afetaram de maneira fatal seu estado de espírito. Entretanto, não acredito que as drogas eram a causa de seu estado, e sim consequência de sua desilusão e fragilidade.

A vida está sempre nos colocando cara a cara com nossas verdades e nossos medos. Por isso que não é fácil viver, requer muita força, para seguir em frente; coragem, para acreditar em si mesmo; humildade, para reconhecer que não somos donos da Verdade e nem a vivenciamos plenamente. Quando estamos conectados com algo que nos acalma e tranquiliza seja o que for que aconteça em nossas vidas, essa guerra fica mais amena. Mas essa amenidade é proporcional ao quanto nos identificamos com o mundo externo. Se achamos que o que está fora e ao nosso redor representa nossos principais ideais, então vamos realmente sofrer.

Sempre que leio a palavra Nirvana, me vem a banda e também o significado esotérico e interno dessa palavra. Kurt Cobain não usou o nome Nirvana para sua banda ao acaso. Ele não era budista ou pretensioso, mas Nirvana representava sua luta, sua guerra perante uma sociedade conformista, opressora e esmagadora. O Nirvana, claro, era e é a libertação das almas e das amarras de nossa própria ignorância, bem como de todos que nos cercam e vivem seus dramas. Fez 15 anos que a música não adentrou mais no seu estado mais sagrado, o Nirvana.

Terça-feira, Março 31, 2009

Ponto flutuante sem float

Após analisar o J2ME (na verdade já mexi faz muito tempo com J2ME, foi uma relembrança!), especificamente usando o CLDC 1.0, percebi que não há suporte para ponto flutuante. Sendo assim, resolvi fazer uma função/classe que resolva isso:

static void Main(string[] args)
{
// define os números a serem divididos e a precisão
int x = 10;
int y = 9;
int casas = 3;

// pega o valor inteiro da divisão
int resultado = x / y;

// descobre quanto falta para completar a próxima multiplicação inteira
int falta = x - (resultado * y);

// sabendo quanto falta, sabemos qual o percentual que falta (fração)
int prop = (falta * (int)Math.Pow(10,casas) ) / y;

resultado = resultado * (int)Math.Pow(10, casas) + prop;
}


Vc pode colocar o número de casas decimais que quiser. Se colocar 3, por exemplo, o resultado de 10/9 será 1111, ou seja, 1,111. O que o código faz é guardar no prório inteiro o resultado da operação. Seria como se o significando inteiro fosse 1111 e o expoente -3.

Quinta-feira, Março 19, 2009

London Calling?


Exibir mapa ampliado
A banda ON BAND se apresentou ontem no London Station Bar para comemorar o dia de St. Patrick, também conhecido mundialmente como St. Patrick’s Day!

O cenário para a noite parecia mais dark e preto do que o verde que esteve presente nos 4 cantos do planeta, com pessoas carregando bandeira verdes, fontes de água verde na Casa Branca, irlandeses bebendo cerveja verde, enfim, poderíamos chamar esse dia de O Dia Verde (ou Green Day, lembrando a banda claro).

Voltando para São Paulo, o dia onde choveu 53% (ou qualquer outro número significante) previsto para o mês inteiro de Março. É isso, choveu muito, e claro, por culpa da Natureza a cidade alagou. Não é que existam muitos prédios e áreas urbanizadas, ou muitos carros… Mas pensando bem o show era lá pelas 22h e provavelmente até a banda iria atrasar, o que de fato aconteceu.

Segui no contra fluxo, sentido bairro/centro, ou bairro/bairro, afinal eu não estava indo para o centro. Passei na casa de minha amiga Lu, e não antes de abastecer o carro, dirigimos para o desconhecido London Station. Onde ficava? Não sei. Tá bom, eu sei. Na Tabapuã, mas nunca tinha ouvido falar desse lugar. Claro que paguei o mico de perguntar para o motorista do Valet Park onde ficava o London. Ele disse a famosa frase: “Olha pro seu lado”. Sim, já havíamos chegado.

A casa destinou 50 camisetas da Heineken para as primeiras pessoas. Espero que tenham conseguido dar as 50! Uma rápida olhada no cardápio e eles realmente estavam lá: o clássico Fish ‘n’ Chips. O que seria isso? Peixe e batata ué! Sério. Esse prato parece ser muito famoso em Londres (será que na Irlanda também é?), e não sendo conhecedor da Europa (ainda), resolvi pedir pra ver e comer. Esse prato é como a coxinha do Brasil, o sushi do Japão, a salsicha da Alemanha. Acho que alguma coisa assim. O pessoal lá come enrolado no jornal, com as mãos, no meio da rua, em pé. É tão descontraído que é até difícil de realizar esse “ritual” da degustação do Fish ‘n’ Chips. Mas o prato do London Station não lembra em nada o original. Vieram talheres. Pratos. Molhos. Mas eu gostei sim! Cinco postas de peixe empanado frito, sobre um molho tártaro bem leve e uma rodela de batata meio crua com casca. Ainda bem que não tinha espinha, odeio espinha..uahhhhh.

Depois disso a ON BAND já tinha começado a tocar. Essa banda realmente me surpreendeu. Eu já toquei em banda de cover, e é uma burocracia e uma ditadura que chega as vezes ser pior do que ser funcionário de uma gravadora internacional. As músicas tem que ser as mais famosas, tem que estar tocando na rádio, não podem ser desconhecidas… É muito chato. Mas a ON BAND conseguiu se desvincular desse carma de banda cover, e tocou, na mesma noite, Kings of Leon, White Stripes, Snow Patrol, Stone Temple Pilots, Pearl Jam, Men at Work, Tears for Fears, Coldplay e vários outros. Um set list de respeito. A banda realmente toca leve e despreocupada, sem pretensões, mas respeitando os originais.

Parece que o London Station irá se juntar na tríplice aliança junto ao All Black e O’Malleys. E o bom e velho rock vai reencontrando suas raízes nos pubs irlandeses, com cerveja, vodka e claro, Fish ‘n’ Chips!