sexta-feira, janeiro 14, 2011

Nuvens claras

Nao sei se me lembro de alguma coisa sumir que eu queria, que me motivava.
Um passado distante formado por nuvens claras e fofinhas, mas tão longe, tão altas, tão altas.

O dedo vai lentamente atras de uma palavra que precisa ser digitada. Nao há coisa na vida que nao venha diretamente da eternidade.

Por isso uma simples missão com um cão de estimação de alguém eh suficiente. Mesmo que hajam ruídos e latidos, nada me fará desconcentrar. Talvez o excesso de concentração, por mais estranho que pareça, esteja me fazendo esquecer.

Dedicado à Luiza.

terça-feira, novembro 30, 2010

O Chão das Nuvens


Quando te vi no chão
Deitada, caída por alguém
Que tinha roubado seu coração
Dilacerada e aos prantos, triste portanto

Me lembrei de nós
Coisa que bateu somente em mim
Que quebrou minha proteção de vez
Chorei por ter chegado a hora enfim

Eu acabei nos seus braços
Eu me acabei pela falta
Que eu sentia dos seus abraços

Então por que apenas
Se fosse algo normal?
Não me satisfaz, faltam as cenas


A paixão de quem não ama
Confessa quem não gosta
Viver nesse estado amargo
De risos falsos e dos acasos

Não ouça o que eu sinto
Apesar de todo acontecido
Nem na mentira eu minto
Por gostar de te ver amar

E viver uma vida meio morta
Garoa que cai no fim da tarde
Beijando os lábios de uma amiga
Usando uma aliança linda e torta
Procurar a paz que não vem jamais.
Por mais que eu tentasse, amasse

domingo, janeiro 24, 2010

Ser ou não ser vegetariano? Eis a questão.

Antes de qualquer coisa, assista esse vídeo:

Glass Walls

O filme acima se chama Glass Walls, e se refere ao fato de que se os abatedouros mostrassem o que se passa dentro de um deles, ninguém mais comeria carne. Ninguém é um exagero, porque com certeza esses "seres humanos" que trabalham dentro desses lugares serão carnívoros.

Depois de assistir um filme assim é difícil continuar a sentir prazer ao comer um pedaço de carne. Acredito que realmente muita gente se torna vegetariano após pesquisar um pouco sobre como funciona a indústria da carne. Eu mesmo me tornei vegetariano por alguns anos após ficar chocado com a crueldade que os animais são tratados, e ver o sofrimento, o desespero e a resignação nos olhos dos bichos. Não dá, é muito triste e é mais triste não tomar nenhuma atitude.

Algumas (várias) pessoas se recusam à assistir esses vídeos, porque não conseguiriam mais comer tranquilamente carne e se lembrar de como um boi sofreu e gritou em desespero para que vc tenha o seu bife no prato.

Alguns fatos que quero levantar e questionar agora são:

1) Os homens sempre se alimentaram de carne -> verdade, nossos ancestrais sempre tiveram a carne de caça como um dos principais pratos. De forma alguma podemos comparar a caça com a maneira que tratam os animais nos abatedouros. Também é possível questionar se a dieta utilizada há milhares de anos atrás ainda precisa ser repetida até hoje. Será que realmente precisamos de carne??

2) A questão da proteína -> ao contrário do que dizem numerosos nutricionistas (alguns não passam de papagaios daquela antiga pirâmide alimentar), podemos encontrar proteínas em vários vegetais e grãos. Entretanto nem todos temos os aminoácidos adequados para obter proteína de vegetais.

3) O homem não foi criado para comer carne -> a constituição da arcada dentária de um ser humano ou animal revela muito sobre o tipo de alimento que o mesmo se alimenta. Alguns defendem que possuímos uma arcada dentária compatível com uma alimentação omnívora, ou seja, podemos comer frutas, vegetais, carne, cereais, etc. Mas não somos primariamente carnívoros, pois nossos dentes caninos possuem um recuo em relação aos principais carnívoros como lobos, cachorros, etc..

4) O vegetal também é um ser vivo -> sem dúvida. O ser humano em seu desenvolvimento atual não tem como viver sem alimentação. E para nos alimentarmos precisamos matar, seja um tomate, uma maçã ou um boi. Agora existem algumas diferenças entre esses grupos. Uma maçã não sairá gritando em desespero caso vc retire ela da macieira. A questão aqui é nível de consciência do ser que vai comer e do ser que será comido. Quanto maior a consciência do ser sobre sua identidade e presença como ser único, maior será a dor. Uma dor que é proveniente da percepção do próprio corpo, e consequentemente, resulta num esforço para salvar seu "avatar" aqui na Terra.

Com esses pontos, fica claro que temos que fazer nossas escolhas para obter a energia necessária para continuarmos vivos com nossos corpos nesse planeta. A maior fonte de energia por aqui perto ainda é o nosso Sol. Como não temos como sintetizar esse energia, como o fazem os vegetais, a escolha mais lógica seria comer vegetais. Se essa ingestão não for suficiente para suprir a energia, talvez tenhamos que nos utilizar do segundo processamento feito pelos animais, que em última instância se alimentam de vegetais. Podemos imaginar que o último ponto nessa cadeia de processamento de energia seria nos alimentar de seres humanos. É importante que fique claro que não há certo ou errado, e sim as necessidades de consumo de energia de cada ser, de acordo com o que seu organismo precisa.

Existem hoje vários seres humanos que não precisam mais se alimentar de animais que ainda o fazem por comodismo. Do outro lado estão os seres humanos que aparecem no documentário apresentado por Paul McCartney. Os primeiros são parte de uma humanidade que espera algo acontecer para evoluir, que somente darão o salto quando empurrados do precipício. Os últimos são a maior aberração do universo, que usam sua consciência para criarem comportamentos que nenhum animal conseguiu jamais conceber. Ou seja, não podem ser considerados nem animais, nem vegetais. São realmente a ausência de qualquer bondade ou amor, presentes nos mais simples animais ou vegetais.

sábado, dezembro 12, 2009

Não sou mais uma colegial...



Que frase enigmática! Por outro lado é uma frase descarada, aberta, ameaçadora e destruidora. Os rompimentos com a moral comum e cotidiana acontecem a todo momento, isso não é mais novidade. Agora será que é válido e realmente um avanço esse tipo de comportamento? Depois que li a Alma Imoral, de Nilton Bonder, não consigo ver mais as traições como algo traiçoeiro. Ainda assim concordo que o potencial destruidor, para o bem ou para o mal, é inerente a esse tipo de ruptura.

Mas afinal do que estamos falando??? A frase em questão envolve conceitos de intimidade, respeito, tato, conquista, sedução, dominação e controle, só para citar alguns exemplos. É algo realmente poderoso, e por isso mesmo me chamou a atenção. Lá estava uma mulher em uma conversa íntima com seu parceiro, quando surge a enigmática colocação.

Todo relacionamento saudável é baseado em respeito e um mínimo de confiança. Esses relacionamentos passam a ser íntimos quando o grau de troca entre as pessoas começa a envolver questões de ordem mais pessoal e de acesso restrito. É a tal da intimidade. Esse tipo de relacionamento envolve além do respeito e confiança, a intimidade. Voltando à nossa frase, percebemos que esse tipo de questionamento somente se dará em momentos íntimos, e em relacionamentos íntimos.

Como vimos anteriormente, os relacionamentos envolvem níveis graduais de troca. Eles começam superficiais - quando não conhecemos ainda como o outro é, o que pensa e como age - e evoluem, caso haja interesse mútuo, para níveis profundos. O grande susto acontece quando evoluímos para essa conversa profunda e o outro nos surpreende dizendo que o aprofundamento não está num ritmo adequado. No caso da frase, está lento demais. Talvez o oposto disso seria dizer que "Você está indo longe demais.". Se estamos num relacionamento saudável é normal que haja aumento do envolvimento de forma gradual. Quando a mulher em questão diz que não é mais uma colegial, diz que já passou por essa fase, e consequentemente, não precisa mais desses rituais de iniciação. Por uma lado temos uma falta de paciência com o outro, mas por outro lado é uma sincronização de passos.

A primeira impressão ao ouvir essa frase poderia ser boa. Ela diz que está pronta para ir mais rápido, e aumentar consideravelmente o grau de intimidade. Analisando um pouco mais o desejo por trás da frase, percebemos que o dizer também implica em perder parte do aprofundamento sutil entre o casal, além de sugerir um potencial de efemeridade no relacionamento. Quando as etapas são queimadas, a chance do desaparecimento do sentimento recíproco de apreciação mútua é muito maior.

Não podemos deixar de lado também o jogo pelo poder, controle e dominação, que quando executado pelas mulheres adquire uma certa crueldade exacerbada. Ao dizer que não é mais uma colegial, diz também ao seu parceiro que o mesmo está tratando ela como uma adolescente. Ou ainda que o parceiro se porta como um adolescente e a parceira é uma mulher adulta. Ocorre uma destruição imediata do poder masculino em prol da nova posição feminina de subjulgamento.

Essa frase tem um poder muito mais forte e abrangente do que podemos analisar inicialmente. É uma provocação que exige uma mudança de postura e atitude, que geralmente acaba na destruição do relacionamento pela queima de etapas de aproximação e muito provavelmente pela diferença de própositos que levaram ao encontro e aprofundamento da relação.

Na sociedade atual extremamente consumista e que procura satisfação imediata dos desejos, os relacionamentos que se constroem com o tempo são coisas do passado. Parece que isso é proporcional ao número de separações e términos de relacionamentos. Quanto mais rápido queremos chegar ao paraíso, mais rapidamente se dá a queda.

domingo, outubro 25, 2009

Mad Dog

Nova música chamada MadDog de minha autoria, que faz parte do CD "1,2,3,4".

Essa é a letra:

Running through the grounds
And across the skies
In someone's backpack
It comes down and crack all the wreck

On a highway to the seas
Head out in the cloud
Wind blowing in the mouth
Hair glowing, the sun shines

She can't look back on this track
No mirror to see what she left
Now she just doesn't care somehow
Cause the world became a mess

Run fast, it won't last


E essa é a tradução

Correndo através dos campos
E através dos céus
Na mochila de alguém
Ele vem e combate todos os destroços

Em uma auto-estrada para o mar
Cabeça para fora na nuvem
Vento que sopra na boca
Cabelo brilhante, o sol brilha

Ela não pode olhar para trás sobre nesta faixa
Nenhum espelho para ver o que ela deixou
Agora ela não se importa
Porque o mundo tornou-se uma confusão

Corra rápido, ele não vai durar

terça-feira, julho 07, 2009

Humanização nos games

Olá Milo, como foi o dia ontem?

Tudo bem, estou de férias agora, vou ter mais tempo pra ficar com você aqui!

Como foram as provas Milo? Você passou em todas as matéria?

Sim, passei! Obrigado por ter me ajudado naquele problema de matemática.

De nada Milo! Vamos jogar uma bolinha mais tarde?

Vamos, que tal agora mesmo?

Vamos então!

 

O diálogo acima vai se tornar realidade dentro de alguns meses ou anos. É o novo Tamagotchi, revolucionário, agora na versão XBOX 360. O nome da tecnologia é Project Natal. Parece que esse nome realmente é referência à capital do Rio Grande do Norte, uma homenagem à cidade feita por um brasileiro que trabalha na equipe de desenvolvimento. Esqueça de controles, sejam eles simples ou complexos de serem manuseados. A Microsoft pretende que os jogadores usem simplesmente os movimentos de seus próprios corpos para controlar objetos na cena, e melhor ainda, interagir com personagens através da fala e do reconhecimento de voz e imagens.

Um dos exemplos citados pela Microsoft na E3 (feira de games que acontece anualmente em Los Angeles) inclui o login automático no XBOX Live através do reconhecimento facial. Assim, basta ligar o console e aparecer na frente da TV para fazer login automático com seu usuário. E claro, controlar seu avatar :). Ainda falando sobre a interface NXe (New Xbox Experience), será possível movimentar os menus e navegar pela interface somente utilizando gestos manuais. Sempre me lembro do “I, Robot” e de outros filmes que previram essa tecnologia anos atrás.

Falando mais sobre aplicações em games, o exemplo mais clássico é a possibilidade de manusear a direção de um carro de corrida somente com os movimentos, imitando a vida real. Ou remar, pular, correr, lutar, enfim, escolha seu gênero preferido aqui e adicione algum movimento realizado no ar e pronto, você tem o game funcionando com o Project Natal.

A idéia de captura de movimentos não é nova. Ficou realmente popular com o Nintendo Wii e seus jogos simples e casuais voltados para à família e festas entre amigos. Jogar boliche ou tênis com um controle do Wii realmente é muito divertido. Os jogos que foram feitos para utilizar esse tipo de recurso, onde o jogador fica em pé, pula, realiza movimentos bruscos (como dar um soco em alguém do lado ehehhee), funciona bem. Agora existem jogos que não funcionam bem com captura de movimentos. E assim voltamos ao clássico exemplo do jogo de corrida de carros. Quem é que vai querer ficar com os braços “pendurados” no ar durante horas, imitando uma direção? Ninguém.

O grande problema é a falta de feedback do objeto com que ocorre a interação. Quando estamos em nossos carros, podemos segurar a direção, o câmbio, ajustar os espelhos. E cada um de nós SENTE a presença do objeto. Enquanto não pudermos ter esse tipo de sensação, incluindo textura, peso e forma, teremos que contar com a imaginação e com o desgaste de nossos pobres e atrofiados músculos. Exagerando um pouco, imaginem controlar esse aviãozinho através de movimentos corporais!!!

Fica muito difícil. Por aí percebemos que a Realidade Virtual está chegando aos lares, mas ainda em uma versão simplista e muito longe de ser realmente útil e usável. Talvez quando tivermos sensores nas mãos que simulam um objeto, será mais agradável ter essas experiências. Por enquanto o bom e velho controle, ou ainda, joystick, é a ferramenta mais recomendada para controlar personagens, carros, monstros, naves e qualquer outro ser/objeto com quem vamos interagir.

Ainda assim, as novas iniciativas que visam humanizar os games, estão funcionando em larga escala. O Nintendo Wii é o sucesso que todos sabemos, e a Microsoft com o Project Natal vai impulsionar ainda mais o mercado. Os programas mais interessantes serão os que usam bem o sistema de reconhecimento de voz e de imagens, como o que podemos conversar com Milo, o Tamagotchi da nova geração. Espero que ele não seja muito real, afinal, será que vamos ficar com peso na consciência se Milo for mal nas provas porque não o ajudamos na véspera?

segunda-feira, junho 15, 2009

Zen Brain Cover

A banda Nada Surf e especialmente o CD High/Low é um dos top 10 na minha lista. Tem alguns e raros CDs em que todas as músicas são excelentes, sem exceção. Você sabe quanto tempo falta ou quanto tempo já passou somente pela música que está tocando. Posso dar como exemplo o Jagged Little Pill da Alanis, o Usuário do Planet Hemp, Nevermid do Nirvana e o Sleeping with Ghosts do Placebo. Existe vários outros, com certeza...

Voltando ao cover, essa música se chama Zen Brain. Vale a pena conferir a letra:



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
I'm going from strange to stranger
Every year
It's going from strange to stranger
Every year

I take it back
You're panicking
I take it back
I just don't know
I really thought I wanted to go
But when you're close
You look through me just like a ghost
I like sleeping
I'm only safe when I'm dreaming
I need a new heart
This one's hollow always scheming
You wait for summer
And then you wait for winter
But there's a total lack of splendor

Zen brain
Throw away your crushes
All your childhood crutches away
Super brain
Never scared of nothing
Violence or loving my way
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Como dizem os primeiros versos, a cada ano que passa as coisas ficam mais estranhas. Outro ponto culminate na música é citado na falta de esplendor na simples esperar pelas novas estações... O inverno vem, o verão chega, mas falta algo que não está totalmente em ressonância com esses eventos iluminados. Por último, a frase: "Violência ou amor a minha maneira". Ainda estão por inventar algo mais polarizado do que amor baseado no medo. E o mais legal é que a grande parte do mundo vive sob essa ilusão. A gente acaba amando uma projeção de nossa mente na outra pessoa. Ninguém realmente quer saber quem está do outro lado da conversa. É por isso que acaba se tornando um monólogo, sem espaço para o diálogo, e muito menos para o Silêncio.

Ouça o cover de Zen Brain para uma trilha sonora empolgante e intrigante :)

sexta-feira, maio 08, 2009

Joguinho de carro

 
O nome é Park Your Ride. Os gráficos são remanescentes da época de GTA 1 e 2, muito bem detalhados, mas sem exageros. A visão é top-down, e é tudo 2D. Resumindo, é um jogo que por mais simples que seja acaba interessando a qualquer pessoa que gosta de games e já teve a experiência de estacionar um carro em um lugar inóspito.

Na verdade lembra mais as pessoas que costumam dizer: "Eu consigo estacionar em qualquer vaga!" hehehe. Então que prove suas palavras!

O jogo se passa em Shanghai, mas vc não vai nem perceber. Os ambientes são comuns como um aterro, uma fábrica, uma boate, uma estação de trem. Poderia ser NY, São Paulo, Londres, qualquer lugar. O tempo pra completar as fases é bem justo, então nada de ficar circulando com o carro por aí. É pra sair direto pra vaga, e de preferência colocando de primeira, na área determinada. Isso é um pouco chato porque as vezes parece que o carro está em cima da área, mas o game não aceita. Em compensação, tem vezes que vc joga o carro de qualquer jeito e ele aceita.

Enfim, divirtam-se porque eu me diverti!

quarta-feira, abril 08, 2009

15 Anos sem Nirvana

Já faz tempo que o rock não mostra nada de tão revolucionário. O último expoente que levantou a bandeira da revolução foi Kurt Cobain e o Nirvana.

As histórias que estão nos jornais todos nós já conhecemos. Uma investigação mais profunda através das biografias publicadas por autores como Michael Azerrad, trazem alguma luz para esclarecer alguns fatos que ficaram omissos. Pouca gente sabe quem realmente era Kurt Cobain. Não dá pra definir sua personalidade somente como auto-destrutiva. Existiam várias outras nuances como a compaixão, o medo, a dor, o sofrimento e o silêncio.

 

A grande dicotomia da vida de Kurt foi procurar o sucesso e ao mesmo tempo negá-lo totalmente, como se fosse a pior coisa que poderia acontecer à um ser humano. Ainda assim, desde sua adolescência, Kurt queria e focava todos os seus recursos para que sua banda e bando, o Nirvana, fosse conhecido e reconhecido pela música e pensamento contra-cultural. É uma pergunta engraçada que podemos nos fazer: como divulgar para muitas pessoas que a sociedade não se importa com ninguém? O problema é exatamente, utilizar todas as armas da sociedade, suas gravadoras, suas vendas, seus shows, suas entrevistas, para dizer que está tudo errado.

Se Kurt Cobain fosse forte o suficiente em suas afirmações, conseguiria ficar imune à sujeira de onde se meteu, e provavelmente estaria vivo até hoje. Não só para não ter se matado (ou quem sabe ser assassinado), mas para seguir sua caminhada revolucionária. Ele acabou sucumbindo ao meio intoxicante em que viveu para passar sua mensagem. É como se alguém cruzasse um rio de lodo para dizer aos habitantes da outra margem que não importa o que aconteça, nunca iremos nos sujar. Só que Kurt quando olhou para si mesmo, e viu a sujeira, duvidou de quem era e de seus propósitos, e não aguentou essa visão. Não há nada mais difícil do que nos confrontarmos com nossas verdades, e verificar se elas continuam reais ou não.

Não era o caso de que Kurt estava errado ou obcecado. Mas tudo o que ele acreditava e lutava era exatamente o oposto do que ele vivia. Como Cazuza disse, a ideologia que Kurt seguia não servia mais para viver. É claro que as drogas e toda a nuvem que se criou em volta de sua pessoa, afetaram de maneira fatal seu estado de espírito. Entretanto, não acredito que as drogas eram a causa de seu estado, e sim consequência de sua desilusão e fragilidade.

A vida está sempre nos colocando cara a cara com nossas verdades e nossos medos. Por isso que não é fácil viver, requer muita força, para seguir em frente; coragem, para acreditar em si mesmo; humildade, para reconhecer que não somos donos da Verdade e nem a vivenciamos plenamente. Quando estamos conectados com algo que nos acalma e tranquiliza seja o que for que aconteça em nossas vidas, essa guerra fica mais amena. Mas essa amenidade é proporcional ao quanto nos identificamos com o mundo externo. Se achamos que o que está fora e ao nosso redor representa nossos principais ideais, então vamos realmente sofrer.

Sempre que leio a palavra Nirvana, me vem a banda e também o significado esotérico e interno dessa palavra. Kurt Cobain não usou o nome Nirvana para sua banda ao acaso. Ele não era budista ou pretensioso, mas Nirvana representava sua luta, sua guerra perante uma sociedade conformista, opressora e esmagadora. O Nirvana, claro, era e é a libertação das almas e das amarras de nossa própria ignorância, bem como de todos que nos cercam e vivem seus dramas. Fez 15 anos que a música não adentrou mais no seu estado mais sagrado, o Nirvana.

terça-feira, março 31, 2009

Ponto flutuante sem float

Após analisar o J2ME (na verdade já mexi faz muito tempo com J2ME, foi uma relembrança!), especificamente usando o CLDC 1.0, percebi que não há suporte para ponto flutuante. Sendo assim, resolvi fazer uma função/classe que resolva isso:

static void Main(string[] args)
{
// define os números a serem divididos e a precisão
int x = 10;
int y = 9;
int casas = 3;

// pega o valor inteiro da divisão
int resultado = x / y;

// descobre quanto falta para completar a próxima multiplicação inteira
int falta = x - (resultado * y);

// sabendo quanto falta, sabemos qual o percentual que falta (fração)
int prop = (falta * (int)Math.Pow(10,casas) ) / y;

resultado = resultado * (int)Math.Pow(10, casas) + prop;
}


Vc pode colocar o número de casas decimais que quiser. Se colocar 3, por exemplo, o resultado de 10/9 será 1111, ou seja, 1,111. O que o código faz é guardar no prório inteiro o resultado da operação. Seria como se o significando inteiro fosse 1111 e o expoente -3.

quinta-feira, março 19, 2009

London Calling?


Exibir mapa ampliado
A banda ON BAND se apresentou ontem no London Station Bar para comemorar o dia de St. Patrick, também conhecido mundialmente como St. Patrick’s Day!

O cenário para a noite parecia mais dark e preto do que o verde que esteve presente nos 4 cantos do planeta, com pessoas carregando bandeira verdes, fontes de água verde na Casa Branca, irlandeses bebendo cerveja verde, enfim, poderíamos chamar esse dia de O Dia Verde (ou Green Day, lembrando a banda claro).

Voltando para São Paulo, o dia onde choveu 53% (ou qualquer outro número significante) previsto para o mês inteiro de Março. É isso, choveu muito, e claro, por culpa da Natureza a cidade alagou. Não é que existam muitos prédios e áreas urbanizadas, ou muitos carros… Mas pensando bem o show era lá pelas 22h e provavelmente até a banda iria atrasar, o que de fato aconteceu.

Segui no contra fluxo, sentido bairro/centro, ou bairro/bairro, afinal eu não estava indo para o centro. Passei na casa de minha amiga Lu, e não antes de abastecer o carro, dirigimos para o desconhecido London Station. Onde ficava? Não sei. Tá bom, eu sei. Na Tabapuã, mas nunca tinha ouvido falar desse lugar. Claro que paguei o mico de perguntar para o motorista do Valet Park onde ficava o London. Ele disse a famosa frase: “Olha pro seu lado”. Sim, já havíamos chegado.

A casa destinou 50 camisetas da Heineken para as primeiras pessoas. Espero que tenham conseguido dar as 50! Uma rápida olhada no cardápio e eles realmente estavam lá: o clássico Fish ‘n’ Chips. O que seria isso? Peixe e batata ué! Sério. Esse prato parece ser muito famoso em Londres (será que na Irlanda também é?), e não sendo conhecedor da Europa (ainda), resolvi pedir pra ver e comer. Esse prato é como a coxinha do Brasil, o sushi do Japão, a salsicha da Alemanha. Acho que alguma coisa assim. O pessoal lá come enrolado no jornal, com as mãos, no meio da rua, em pé. É tão descontraído que é até difícil de realizar esse “ritual” da degustação do Fish ‘n’ Chips. Mas o prato do London Station não lembra em nada o original. Vieram talheres. Pratos. Molhos. Mas eu gostei sim! Cinco postas de peixe empanado frito, sobre um molho tártaro bem leve e uma rodela de batata meio crua com casca. Ainda bem que não tinha espinha, odeio espinha..uahhhhh.

Depois disso a ON BAND já tinha começado a tocar. Essa banda realmente me surpreendeu. Eu já toquei em banda de cover, e é uma burocracia e uma ditadura que chega as vezes ser pior do que ser funcionário de uma gravadora internacional. As músicas tem que ser as mais famosas, tem que estar tocando na rádio, não podem ser desconhecidas… É muito chato. Mas a ON BAND conseguiu se desvincular desse carma de banda cover, e tocou, na mesma noite, Kings of Leon, White Stripes, Snow Patrol, Stone Temple Pilots, Pearl Jam, Men at Work, Tears for Fears, Coldplay e vários outros. Um set list de respeito. A banda realmente toca leve e despreocupada, sem pretensões, mas respeitando os originais.

Parece que o London Station irá se juntar na tríplice aliança junto ao All Black e O’Malleys. E o bom e velho rock vai reencontrando suas raízes nos pubs irlandeses, com cerveja, vodka e claro, Fish ‘n’ Chips!

domingo, fevereiro 22, 2009

O Rei Sol

Será que alguém já pensou sobre quem é o Sol? Quem e o que habita por trás desta estrela, que está todo dia presente nos céus da Terra e de inúmeros outros planetas, sejam eles do nosso sistema solar ou não.

Claro que a relação do Sol com os planetas do Sistema Solar é imensa e fundamental. Podemos dizer, sem dúvidas, que a Vida existe aqui devido à luz solar. Sem ela, nenhum animal ou ser humano habitaria a face da Terra. Mas porque? Por que somos filhos ou príncipes, mas o Sol é pai e rei?

A teoria de Hermes mais uma vez prova sua aplicação prática. Vamos observar os átomos para aprender sobre o Sol. Essa teoria mais uma vez deixa claro que estamos tratando e usando um mesmo modelo (Deus?). As semelhanças entre o macro e o micro cosmo são visíveis.  Um átomo irá apresentar um núcleo e uma nuvem de elétrons, e essas características definirão o tipo de matéria que observaremos. Poderíamos pensar que o Sistema Solar é o elemento 0 da tabela periódica, já que todos os decaimentos começaram no Sol, através da presença de massiva de Hidrogênio e Hélio. É interessante observar que também encontramos em Júpiter e Saturno. Será isso uma evidência de que esses dois planetas já foram “sóis” no passado? Realmente chama a atenção o tamanho gigante destes planetas, bem como a quantidade de satélites que orbitam os mesmos (63 em Júpiter e mais de 200 em Saturno).

Chama a atenção também o fato de não podermos olhar diretamente, à olho nu, para o Sol. É engraçado como precisamos dessa Luz, mas ao mesmo tempo, temos que temê-la e não encarar diretamente a fonte. Parece que nosso corpo humano ainda não está preparado para lidar com essas radiações e energia. Se pensarmos que a luminosidade sempre atraiu todos os seres vivos, o Sol é a maior e mais presente fonte disponível de Luz. Mas o Sol está lá, olhando para sua criação, até mesmo com sua face antropomorfizada.

Várias correntes ocultistas citam que a consciência solar (logos) várias vezes se manifestou na Terra (e em planetas anteriores) promovendo os saltos necessários em cada raça-raiz. Até nesse ponto a Humanidade continua como filha do Sol, literalmente. Avançando mais um pouco, se realmente consideramos o Sol como um ente vivo, o mesmo seria um Deus muito mais evoluído que os Deuses que encarnaram na Terra. O próprio Messias seria um ser que lançaria a Humidade no próximo degrau de consciência solar.

O Sol sempre foi cultuado como representação máxima da Iluminação dos seres desse Sistema. Esta cultura foi um pouco perdida, mas é provável que novamente agora, com o interesse ascendente pela busca da Verdade, o respeito e admiração pelo Sol seja novamente estabelecido.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Hemoglobina

A hemoglobina (frequentemente abreviada como Hb) é uma metaloproteína que contém ferro presente nos glóbulos vermelhos (eritrócitos) e que permite o transporte de oxigênio pelo sistema circulatório.

Poderia a mente humana, hoje, reconstruir a cadeia da hemoglobina? Será que Einstein saberia montar a hemoglobina para que todas as células de seu corpo humano recebessem o oxigênio vital para a sobrevivência?

A mente não tem respostas para isso. E ainda assim estamos aqui, dentro (ou sendo) esse corpo, que funciona perfeitamente, mas que não o entendemos... Como construir algo que não sabemos? Para montar um computador preciso saber de todas as partes que compõem o mesmo. Para montar um carro, a mesma coisa. E o corpo??? A mesma coisa. Então como explicar isso se não sabemos como funciona nosso corpo?

A resposta não envolve racionalidade...e muito menos a irracionalidade.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

XBOX 360 RRoD

Mais aventuras com o XBOX 360 da Microsoft. Pela 3.a vez consecutiva meu console morreu. Foi a primeira vez que o famigerado RRoD (Red Ring of Death) ou Anel Vermelho da Morte apareceu. Nas outras vezes simplesmente perdia o vídeo.

Meu console é de 2006, comprado nos EUA com muito sacrifício e suor. Só quem comprou esse bixinho e carregou ele nas costas sabe como é chato fazer uma viagem com um videogame a tira-colo. Carregar mala, sacolas e um XBOX 360 em plenos aeroportos americanos é inviável. São inúmeras revistas, andar de descalço pra lá e pra cá, detector de metal, detector de bomba, detector de mentira, análise corporal, entrevista, perguntas, verificação, validação, autorização….ahhhhhhhhhhhhh. Sorte que realmente vale a pena estar lá, porque senão, não há quem aguente.

Voltando ao XBOX 360, meu console era um Xenon. Ou seja, faz parte do lote maldito. A placa esquenta demais, a GPU esquenta demais, tudo esquenta. Sem brincadeira, dava pra fritar um ovo rapidamente sobre o console. O Xenon e o Zephyr usam tecnologia de 90 nm na CPU e GPU. Os dissipadores são péssimos.

A Microsoft sabendo disso já estava pesquisando outras tecnologias mais avançadas para conter o número gigantesco de consoles que morriam de uma hora pra outra. O codinome Falcon identifica os consoles com tecnologia 65 nm para CPU e 90 nm na GPU. Esses consoles são mais resistentes, já que consomem menos energia (125W contra 175W do Xenon/Zephyr) e consequentemente esquentam menos. No final de 2008 apareceu o modelo Jasper, que usa 65 nm para CPU e GPU. Para 2009 está prometido o Valhalla, que usará 65 nm também, mas com CPU e GPU integrados. Tudo isso pra que? Pra esfriar o coitado! hehehhee

O pessoal da Advance tem me ajudado desde a primeira vez que o problema ocorreu. Eles aumentaram a potência dos coolers, melhoraram o sistema de refrigeração e deram uma “garibada” na famosa solda sem estanho. Foram 6 meses de atividade até que o videogame travesse. Após a 2.a leva de reparos, mais 6 meses. Agora, na 3.a vez, o console sobreviveu somente alguns dias… Era o fim dele de uma vez por todas.

As minhas opções eram:

  • Vender o console e pegar uns R$ 400,00 no Mercado Livre (ML).
  • Comprar um Falcon no ML por R$ 1500,00.
  • Comprar um Jasper no ML por R$ 1500,00.
  • Vender meu console para a Advance e pegar um Falcon novo por R$ 900,00.
  • Comprar o console brasileiro por R$ 2400,00 e 3 anos de garantia.

O tal do Jasper era uma boa opção, mas o vendedor no ML não inspirou muita confiança. Acabei vendendo na Advance mesmo.

Confira minha lista de games para X360, todos originais!

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Sonic Youth

No último final de semana resolvi dar minha contribuição musical ao mundo, ainda que o virtual. Todo mundo precisa plantar uma árvore, ter um filho, escrever um livro e por que não mandar um vídeo pro youtube??

A música escolhida foi Pink Steam do Sonic Youth. Essa música faz parte do último álbum da banda, o Rather Ripped. Gostei muito desse álbum, é um dos melhores do Sonic, lembrando um pouco as raízes mas sem perder a novidade. Essa faixa é especial para mim, pela letra, pela emoção. Quem tem ouvidos que ouça e sinta hheheheh!

O processo de gravação não foi simples. De montar todo o aparato para gravação até a primeira exibição do vídeo no youtube levou um dia inteiro. Não é muito, mas pensei que fosse mais simples, haja vista que existem milhões de vídeos disponíveis no site.

O setup foi ligar minha guitarra Squier no ampli Marshall G15RCD. Usei meu iPod Nano 2G para usar a música original de background, conectando no CD Input line do ampli. Para o microfone usei outro ampli da Antera, pena que não tem reverb. Mas a qualidade da voz me surpreendeu no final, ficou bem próxima a do Thurston Moore. Tudo foi gravado numa Sony DCR-HC36. Foram 5 takes, e acabei usando o último mesmo... Para capturar o vídeo usei o Nero Vision, em MPEG4. O arquivo ficou gigante, acho que uns 500 megas, mas também usei resolução alta de 800x600. Resolvi editar o vídeo no próprio Nero, adicionando efeitos como o letreiro logo no início do filme, e o zoom no final. Também usei um filtro de glow para aumentar um pouco o brilho. O arquivo final ficou em 100 megas, que demoraram mais de 1 hora para upload para o youtube. O vídeo até o momento já foi exibido 52 vezes.

Na barra lateral do blog tem um player embutido. Clique nele para conferir.

quarta-feira, dezembro 24, 2008

A Dolorosa Verdade?

Escolha a pílula verde!

Alguma pílula precisa ser escolhida...sim, e também serve aquele ditado de que não escolher nada é também um escolha. Pode ser vermelha, verde ou azul.

É claro que escolher a pílula vermelha é difícil pois ela trás A Dolorosa Verdade de que muito do que acreditamos é mentira. Então devemos tomar a pílula azul pois não buscamos a dor. E viver na Extasiante Ignorância?

Não existe um escolha simples e definida...por isso vamos tomar a pílula verde! Com essa pílula vamos saber que a Verdade é muito maior do que nossa vida cotidiana. A diferença é que a ruptura não precisa ser abrupta. A dor advém da crença na mentira. Então vamos deixar bem claro que a verdade está sujeita a mudanças, mas sempre em direção à Grande Verdade. Sendo assim, podemos tomar a pílula e ir pra casa dormir sem cair em um outro mundo. Só que o mundo em que continuamos não é mais exatamente o mesmo. Esse é o princípio da gentileza.

Cada um é livre para fazer a sua escolha. Alguns escolhem saber tudo de uma vez. Outros não querem saber nada. E outros querem saber aos poucos. Uma coisa não muda: o aprendizado. Não é por ouvir tudo que alguém vai saber tudo. Não é porque alguém não quer saber que já não tenha muita sabedoria. Ou seja, não adianta colocar a carroça na frente dos bois... a dor e o êxtase são extremos e por isso mesmo é melhor que sejam evitados. Quem gosta de sentir dor vai ao êxtase como os masoquistas. A quem vive em êxtase é mostrada a dor.

O mundo da dualidade não aceita pílulas vermelhas e azuis. Eu prefiro tomar a verde.

"Eu sou normal. É que ser normal atualmente é estranho. Por isso eu sou estranho."

quarta-feira, novembro 26, 2008

O jogo da vida

Estou cansado de gente que critica os games. Sim games. GAMES!!!!! Calma, não vou ter um calapso aqui gritando games, porque senão já teríamos o pessoal dizendo: "nossa, esse pessoal que gosta de games é muito estranho, muito fanático". Estou só criando um pouco de clima para esse post.

Mas games vc me diria, que coisa de criança! Ou, mas que perda de tempo, sai na rua, vai conhecer gente, viver a vida, descobrir o mundo, ter experiências, esteja vivo, ora!!! Mas eu digo a vc, tudo isso é possível em um jogo. Sim, todos que acreditam que games é uma filosofia, sempre acreditaram nisso e conseguiram ver nos primórdios do Pong e Atari as possibilidades infinitas de se jogar.

Mas a vida é um jogo. Vc nasce num mundo estranho, e tem um tempo para conseguir viver e avançar em seus objetivos. São várias fases que se passam, em cenários diferentes. Vc aprende a dirigir, a se portar, a se relacionar, na verdade, a entender qual o seu papel nessa narrativa interativa. Isso é uma descrição do que é um jogo ou do que é a vida???

Agora a vida é ilimitada, mas a matéria densa limita a mente. Num jogo, a velocidade das possibilidades é muito maior. Posso ser um piloto de fórmula 1, encarnar no super homem e salvar o mundo, criar mundos e assistir a evolução das espécies, ou tentar viver a vida como um ser humano comum, tendo que trabalhar, comer, ir no banheiro. Tentar viver todas essas possibilidade em uma vida é uma tarefa para poucos. Se pensarmos que estamos aqui para experimentar as possibilidades criadas pela mente e sentir para definir o que queremos e o que somos, os jogos são uma evolução da materialidade da humanidade.

Sempre me vem a cabeça aquela cena do filme Matrix onde Neo está sentado na cadeira da Nabucodonossor, aprendendo todas as coisas que a humanidade criou. Ok, ele se concetra nas artes marciais, mas Trinity é uma exímia piloto de helicópteros. Vc pode ser o que quiser. Eu acho que os jogos estão no meio termo do mundo material e do mundo abstrato.

Já está provado cientificamente (como se a ciência humana realmente fosse a fonte da Verdade...) que as sensações experimentadas pelo cérebro quando vivenciando um jogo são as mesmas das experimentadas em um acontecimento real. Logo estaremos usando jogos tão reais que alguns vão entregar seus corpos para viverem dentro desses mundos virtuais. A crítica deve estar sobre esse tipo de comportamento, não sobre os games. Em última instância, é uma crítica sobre a nossa própria humanidade. Se cada um pudesse escolher no melhor lugar para viver, será que estaríamos aqui ainda?

Os jogos são as próprias coisas da vida. E a vida é composta de vários jogos. O bom é que temos vidas infinitas nos dois e não precisamos usar cheats para isso. Escolha o seu jogo, aperte play, e boa sorte.

domingo, novembro 02, 2008

Corinthians

Essa é impossível de deixar passar...

"Está casado? Não se separe. Está solteiro? Não se case"

Coríntios 7:27

sexta-feira, outubro 31, 2008

A estatização dos bancos e o fim do capitalismo como conhecemos

Na verdade o termo certo seria "as we know it!" ao invés de "como conhecemos", mas tudo bem. O que eu quero dizer e apontar é a mudança drástica que se desenha no céu encoberto pelos arranha-céus do mundo capitalista. Muito longe de quere voltar ao comunismo ou socialismo. Também muito longe de achar que as políticas neoliberais melhoraram a nossa sociedade e nossa economia.

Está provado definitivamente que o "plano" deu errado. A teoria dizia que se deixássemos o mundo livre, sem regras claras e nem procedimentos, automaticamente seria encontrado um patamar estabilizador para a sociedade. Nessa plataforma, todos poderiam expressar sua criatividade livremente. O objetivo era claro: o lucro. A qualquer preço e utilizando qualquer meio. Toda nossa sociedade sucumbiu a essa grande vontade e objetivo de levar vantagem sobre o outro. É um grande jogo no qual vivemos, onde os mais "espertos", os que têm mais influência, os que controlam, rapidamente conseguem facilitar os métodos para aumentar seus lucros.

Agora vem a crise. Logo, algo não está funcionando. Pior, os paradigmas estão fundados sobre areia, que pode demorar a colapsar, mas uma hora cede. Mais uma vez quem está no controle tenta de todas as maneiras criar uma calma ilusória, com o claro objetivo de continuar no poder. Sem esse controle, essas amarras, é impossível obter lucro. E todo aquele papo de "vamos pensar nos outros", ou "se eu faço isso a você, logo faço a mim também"? São apenas pensamentos dissonantes no meio de toda essa confusão. A humanidade, em sua grande maioria, não pensa assim, e logicamente não está preparada para lidar com isso. Então, até que haja um grande salto de consciência, é cada um por si em busca do maior lucro possível.

O que chama a atenção é a total falta de atenção do povo. Os bancos centrais estão tomando conta do mercado financeiro, praticamente estatizando os bancos em nome de controlar a crise, e claro, controlar o povo. Quem está por trás de tudo isso sabe que o controle que o banco exerce sobre toda a nossa sociedade, mesmo que a título de capitalismo, é muito superior do que o controle do governo. O objetivo do governo é facilitar o desenvolvimento do capitalismo. Entretanto, esse capitalismo canibal agora está comendo seu próprio corpo. Quem poderia imaginar governos injetando trilhões de dólares nos bancos? Comprando participação e ações podres, somente como desculpa aceitável para continuar a moral capitalista, que abomina intervenções governamentais no livre-comércio. Mas parece que ninguém percebeu, e o sorriso amarelo dos operadores das bolsas que sobem 10% num dia e caem 15% no outro, não nega o cataclismo que vivemos.

Perguntam-me onde deixar o dinheiro. Mas que preocupação descabida!!! O que adianta guardar todo seu dinheiro no colchão se ele não valer nada? Até nosso presidente Lula fez uma afirmação lúcida ao dizer que o problema é que brincaram de comprar e vender papel, investimento é produzir algo palpável. Hoje, as empresas criam bens, como arroz, computadores, casa, carros, etc. para ganharem dinheiro na bolsa. A utilização do bem é um produto secundário na busca pelo lucro. O grande sonho, até bem pouco tempo atrás era o IPO (o lançamento das ações na bolsa). Ainda assim essa inversão de valores fez com que o papel-moeda perdesse valor e sua característica. Hoje os números mandam. Um simples extrato da sua conta, dos seus investimentos, do seu holerite, indica quantos "créditos" são de sua posse. E esses créditos são apenas números, mais nada. O que parece é que o governo vai logo mais ter que tomar conta desses créditos. E se as coisas caminharem assim, logo mais o governo vai escolher como você deve gastar os seus créditos, ou ainda se tem realmente direito a eles. Será então o fim do capitalismo como conhecemos.


 

quarta-feira, setembro 17, 2008

Amor Incondicional

Então vamos falar sobre Amor Incondicional. Eu acho que se confunde amor incondicional com estupidez (calma, essa palavra é pesada, mas não é bem isso que quero dizer). A gente pode amar tudo e todos, principalmente nossos "inimigos". Amar quem ama a gente é fácil, difícil é ver Deus em quem não gosta da gente. Mas Ele está lá também.

Agora tem um detalhe. Ninguém é obrigado a conviver com quem lhe faz mal. A gente tem que amar a todos, mas em primeiro lugar amar a si mesmo. Daí o ditado: "Ame os outros como vc ama a si mesmo". Se eu não gostar de mim, e permitir que os outros me destruam e me façam mal, como posso amar a todos?? Não dá. Por isso vem a palavrinha mágica: Não. Saber dizer não quando alguém te machuca, magoa, lhe causa dor e sofrimento.

O Amor incondicional apregoa a aceitação de tudo. Se uma rosa te espeta e faz o seu dedo sangrar, vc sente amor pela rosa, porque sabendo que a natureza dela é essa, vc não "precisa" perdoar a rosa. Rosa tem espinho e pronto, isso não vai mudar. Agora não é porque amo a rosa que vou ficar passando meu dedo toda hora nela pra me machucar. Isso é masoquismo. E aceitar um desagrado, aliás, pior, querer ser mal tratado é ofender a si mesmo, e consequentemente Deus.

Essa é uma confusão que a maioria das pessoas tem. Viver entre a cruz da bondade e a espada do não. Pelo que entendo, é necessário usar a espada para fortalecer a cruz. Não usar como arma, mas sim como discernimento do que realmente é de Deus e da Verdade. Ser conivente com o mal não te leva ao bem.

Também tem mais uma coisa que acho importante, em se tratando de Verdade. A gentileza. Muita gente, e muitas religiões combatem o mal e os caminhos impuros com uma veemência tão grande, que viram carrascos da própria fraqueza humana. A perfeição do mundo dá tempo para todos acharem o seu caminho. A Verdade não é imposta de forma mecânica. Não existe fórmula. Não existe técnica. Existe a prática no dia-a-dia, suave e tranquila. É claro que a determinação te leva longe, mas tudo tem seu tempo.