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terça-feira, julho 07, 2009

Humanização nos games

Olá Milo, como foi o dia ontem?

Tudo bem, estou de férias agora, vou ter mais tempo pra ficar com você aqui!

Como foram as provas Milo? Você passou em todas as matéria?

Sim, passei! Obrigado por ter me ajudado naquele problema de matemática.

De nada Milo! Vamos jogar uma bolinha mais tarde?

Vamos, que tal agora mesmo?

Vamos então!

 

O diálogo acima vai se tornar realidade dentro de alguns meses ou anos. É o novo Tamagotchi, revolucionário, agora na versão XBOX 360. O nome da tecnologia é Project Natal. Parece que esse nome realmente é referência à capital do Rio Grande do Norte, uma homenagem à cidade feita por um brasileiro que trabalha na equipe de desenvolvimento. Esqueça de controles, sejam eles simples ou complexos de serem manuseados. A Microsoft pretende que os jogadores usem simplesmente os movimentos de seus próprios corpos para controlar objetos na cena, e melhor ainda, interagir com personagens através da fala e do reconhecimento de voz e imagens.

Um dos exemplos citados pela Microsoft na E3 (feira de games que acontece anualmente em Los Angeles) inclui o login automático no XBOX Live através do reconhecimento facial. Assim, basta ligar o console e aparecer na frente da TV para fazer login automático com seu usuário. E claro, controlar seu avatar :). Ainda falando sobre a interface NXe (New Xbox Experience), será possível movimentar os menus e navegar pela interface somente utilizando gestos manuais. Sempre me lembro do “I, Robot” e de outros filmes que previram essa tecnologia anos atrás.

Falando mais sobre aplicações em games, o exemplo mais clássico é a possibilidade de manusear a direção de um carro de corrida somente com os movimentos, imitando a vida real. Ou remar, pular, correr, lutar, enfim, escolha seu gênero preferido aqui e adicione algum movimento realizado no ar e pronto, você tem o game funcionando com o Project Natal.

A idéia de captura de movimentos não é nova. Ficou realmente popular com o Nintendo Wii e seus jogos simples e casuais voltados para à família e festas entre amigos. Jogar boliche ou tênis com um controle do Wii realmente é muito divertido. Os jogos que foram feitos para utilizar esse tipo de recurso, onde o jogador fica em pé, pula, realiza movimentos bruscos (como dar um soco em alguém do lado ehehhee), funciona bem. Agora existem jogos que não funcionam bem com captura de movimentos. E assim voltamos ao clássico exemplo do jogo de corrida de carros. Quem é que vai querer ficar com os braços “pendurados” no ar durante horas, imitando uma direção? Ninguém.

O grande problema é a falta de feedback do objeto com que ocorre a interação. Quando estamos em nossos carros, podemos segurar a direção, o câmbio, ajustar os espelhos. E cada um de nós SENTE a presença do objeto. Enquanto não pudermos ter esse tipo de sensação, incluindo textura, peso e forma, teremos que contar com a imaginação e com o desgaste de nossos pobres e atrofiados músculos. Exagerando um pouco, imaginem controlar esse aviãozinho através de movimentos corporais!!!

Fica muito difícil. Por aí percebemos que a Realidade Virtual está chegando aos lares, mas ainda em uma versão simplista e muito longe de ser realmente útil e usável. Talvez quando tivermos sensores nas mãos que simulam um objeto, será mais agradável ter essas experiências. Por enquanto o bom e velho controle, ou ainda, joystick, é a ferramenta mais recomendada para controlar personagens, carros, monstros, naves e qualquer outro ser/objeto com quem vamos interagir.

Ainda assim, as novas iniciativas que visam humanizar os games, estão funcionando em larga escala. O Nintendo Wii é o sucesso que todos sabemos, e a Microsoft com o Project Natal vai impulsionar ainda mais o mercado. Os programas mais interessantes serão os que usam bem o sistema de reconhecimento de voz e de imagens, como o que podemos conversar com Milo, o Tamagotchi da nova geração. Espero que ele não seja muito real, afinal, será que vamos ficar com peso na consciência se Milo for mal nas provas porque não o ajudamos na véspera?

sexta-feira, maio 08, 2009

Joguinho de carro

 
O nome é Park Your Ride. Os gráficos são remanescentes da época de GTA 1 e 2, muito bem detalhados, mas sem exageros. A visão é top-down, e é tudo 2D. Resumindo, é um jogo que por mais simples que seja acaba interessando a qualquer pessoa que gosta de games e já teve a experiência de estacionar um carro em um lugar inóspito.

Na verdade lembra mais as pessoas que costumam dizer: "Eu consigo estacionar em qualquer vaga!" hehehe. Então que prove suas palavras!

O jogo se passa em Shanghai, mas vc não vai nem perceber. Os ambientes são comuns como um aterro, uma fábrica, uma boate, uma estação de trem. Poderia ser NY, São Paulo, Londres, qualquer lugar. O tempo pra completar as fases é bem justo, então nada de ficar circulando com o carro por aí. É pra sair direto pra vaga, e de preferência colocando de primeira, na área determinada. Isso é um pouco chato porque as vezes parece que o carro está em cima da área, mas o game não aceita. Em compensação, tem vezes que vc joga o carro de qualquer jeito e ele aceita.

Enfim, divirtam-se porque eu me diverti!

terça-feira, março 31, 2009

Ponto flutuante sem float

Após analisar o J2ME (na verdade já mexi faz muito tempo com J2ME, foi uma relembrança!), especificamente usando o CLDC 1.0, percebi que não há suporte para ponto flutuante. Sendo assim, resolvi fazer uma função/classe que resolva isso:

static void Main(string[] args)
{
// define os números a serem divididos e a precisão
int x = 10;
int y = 9;
int casas = 3;

// pega o valor inteiro da divisão
int resultado = x / y;

// descobre quanto falta para completar a próxima multiplicação inteira
int falta = x - (resultado * y);

// sabendo quanto falta, sabemos qual o percentual que falta (fração)
int prop = (falta * (int)Math.Pow(10,casas) ) / y;

resultado = resultado * (int)Math.Pow(10, casas) + prop;
}


Vc pode colocar o número de casas decimais que quiser. Se colocar 3, por exemplo, o resultado de 10/9 será 1111, ou seja, 1,111. O que o código faz é guardar no prório inteiro o resultado da operação. Seria como se o significando inteiro fosse 1111 e o expoente -3.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

XBOX 360 RRoD

Mais aventuras com o XBOX 360 da Microsoft. Pela 3.a vez consecutiva meu console morreu. Foi a primeira vez que o famigerado RRoD (Red Ring of Death) ou Anel Vermelho da Morte apareceu. Nas outras vezes simplesmente perdia o vídeo.

Meu console é de 2006, comprado nos EUA com muito sacrifício e suor. Só quem comprou esse bixinho e carregou ele nas costas sabe como é chato fazer uma viagem com um videogame a tira-colo. Carregar mala, sacolas e um XBOX 360 em plenos aeroportos americanos é inviável. São inúmeras revistas, andar de descalço pra lá e pra cá, detector de metal, detector de bomba, detector de mentira, análise corporal, entrevista, perguntas, verificação, validação, autorização….ahhhhhhhhhhhhh. Sorte que realmente vale a pena estar lá, porque senão, não há quem aguente.

Voltando ao XBOX 360, meu console era um Xenon. Ou seja, faz parte do lote maldito. A placa esquenta demais, a GPU esquenta demais, tudo esquenta. Sem brincadeira, dava pra fritar um ovo rapidamente sobre o console. O Xenon e o Zephyr usam tecnologia de 90 nm na CPU e GPU. Os dissipadores são péssimos.

A Microsoft sabendo disso já estava pesquisando outras tecnologias mais avançadas para conter o número gigantesco de consoles que morriam de uma hora pra outra. O codinome Falcon identifica os consoles com tecnologia 65 nm para CPU e 90 nm na GPU. Esses consoles são mais resistentes, já que consomem menos energia (125W contra 175W do Xenon/Zephyr) e consequentemente esquentam menos. No final de 2008 apareceu o modelo Jasper, que usa 65 nm para CPU e GPU. Para 2009 está prometido o Valhalla, que usará 65 nm também, mas com CPU e GPU integrados. Tudo isso pra que? Pra esfriar o coitado! hehehhee

O pessoal da Advance tem me ajudado desde a primeira vez que o problema ocorreu. Eles aumentaram a potência dos coolers, melhoraram o sistema de refrigeração e deram uma “garibada” na famosa solda sem estanho. Foram 6 meses de atividade até que o videogame travesse. Após a 2.a leva de reparos, mais 6 meses. Agora, na 3.a vez, o console sobreviveu somente alguns dias… Era o fim dele de uma vez por todas.

As minhas opções eram:

  • Vender o console e pegar uns R$ 400,00 no Mercado Livre (ML).
  • Comprar um Falcon no ML por R$ 1500,00.
  • Comprar um Jasper no ML por R$ 1500,00.
  • Vender meu console para a Advance e pegar um Falcon novo por R$ 900,00.
  • Comprar o console brasileiro por R$ 2400,00 e 3 anos de garantia.

O tal do Jasper era uma boa opção, mas o vendedor no ML não inspirou muita confiança. Acabei vendendo na Advance mesmo.

Confira minha lista de games para X360, todos originais!

quarta-feira, novembro 26, 2008

O jogo da vida

Estou cansado de gente que critica os games. Sim games. GAMES!!!!! Calma, não vou ter um calapso aqui gritando games, porque senão já teríamos o pessoal dizendo: "nossa, esse pessoal que gosta de games é muito estranho, muito fanático". Estou só criando um pouco de clima para esse post.

Mas games vc me diria, que coisa de criança! Ou, mas que perda de tempo, sai na rua, vai conhecer gente, viver a vida, descobrir o mundo, ter experiências, esteja vivo, ora!!! Mas eu digo a vc, tudo isso é possível em um jogo. Sim, todos que acreditam que games é uma filosofia, sempre acreditaram nisso e conseguiram ver nos primórdios do Pong e Atari as possibilidades infinitas de se jogar.

Mas a vida é um jogo. Vc nasce num mundo estranho, e tem um tempo para conseguir viver e avançar em seus objetivos. São várias fases que se passam, em cenários diferentes. Vc aprende a dirigir, a se portar, a se relacionar, na verdade, a entender qual o seu papel nessa narrativa interativa. Isso é uma descrição do que é um jogo ou do que é a vida???

Agora a vida é ilimitada, mas a matéria densa limita a mente. Num jogo, a velocidade das possibilidades é muito maior. Posso ser um piloto de fórmula 1, encarnar no super homem e salvar o mundo, criar mundos e assistir a evolução das espécies, ou tentar viver a vida como um ser humano comum, tendo que trabalhar, comer, ir no banheiro. Tentar viver todas essas possibilidade em uma vida é uma tarefa para poucos. Se pensarmos que estamos aqui para experimentar as possibilidades criadas pela mente e sentir para definir o que queremos e o que somos, os jogos são uma evolução da materialidade da humanidade.

Sempre me vem a cabeça aquela cena do filme Matrix onde Neo está sentado na cadeira da Nabucodonossor, aprendendo todas as coisas que a humanidade criou. Ok, ele se concetra nas artes marciais, mas Trinity é uma exímia piloto de helicópteros. Vc pode ser o que quiser. Eu acho que os jogos estão no meio termo do mundo material e do mundo abstrato.

Já está provado cientificamente (como se a ciência humana realmente fosse a fonte da Verdade...) que as sensações experimentadas pelo cérebro quando vivenciando um jogo são as mesmas das experimentadas em um acontecimento real. Logo estaremos usando jogos tão reais que alguns vão entregar seus corpos para viverem dentro desses mundos virtuais. A crítica deve estar sobre esse tipo de comportamento, não sobre os games. Em última instância, é uma crítica sobre a nossa própria humanidade. Se cada um pudesse escolher no melhor lugar para viver, será que estaríamos aqui ainda?

Os jogos são as próprias coisas da vida. E a vida é composta de vários jogos. O bom é que temos vidas infinitas nos dois e não precisamos usar cheats para isso. Escolha o seu jogo, aperte play, e boa sorte.

domingo, fevereiro 24, 2008

Games x Prof.Setzer



Acabei de ler o texto do Prof. Waldemar Setzer, pessoa carismática, que já tive oportunidade de ver palestras na USP. Comprei o livro sobre a pedagogia Waldorf, e para minha surpresa o prof. possui alguns textos escritos neste livro. Na verdade são artigos que ele deve ter publicado e que foram "acondicionados" no livro. Achei interessante.

Agora, que o Prof. Setzer se coloca inteiramente contra os videogames foi um pouco de novidade para mim. Já conhecia seu discurso contra o uso de videogames por crianças e adolescentes, bem como o uso indiscriminado. Agora jogar no lixo o videogame!?!? Essa foi demais. Sim, conforme escrito no livro, nem poderíamos dar a outra pessoa o game, pois assim estaríamos disseminando o mal!!! Hehehehhehe.

Eu concordo que existem games excessivamente violentos, que nem todos deveriam ou podem jogar este tipo de jogos. Mas generalizar a indústria inteira??? Uma indústria legal, bom, nem vou falar daquela baboseira de que emprega milhares de pessoas no mundo.... até aí a indústria das drogas também... mas sinceramente, não tem comparação. Será que o professor acha o Wii também tão prejudicial à humanidade?

Vou fazer um post falando mais sobre o que penso dos games, e qual o objetivo deles, coitados, nesse planeta, hahahaha....

T+

segunda-feira, abril 10, 2006

Xbox: assassino?

Será que um simples xbox pode ser o culpado pelo assassinato de 6 pessoas? O caso voltou a pauta dos tribunais americanos, após mais de 1 ano, e pode acabar com a sentença de pena de morte à 4 garotos.
A coisa foi mais ou menos assim: um maluco, que passou mais de 10 anos na cadeia, tem vários problemas psicológicos e um determinado dia foi expulso de uma casa que morava ilegalmente. Tudo bem, existe muitos doidões por esse mundo. Depois, o nosso amigo decide que esqueceu seu xbox naquela casa e junta-se a mais 4 amigos, invadem a propriedade, e não contentes em reaver o xbox, acabam matando todos que estavam no local. Ok, é uma história absurda e horrível, mas a questão é:
Será que o XBOX foi o grande culpado pelo ocorrido? Para os defensores da proibição de jogos violentos, sim.
Leia a matéria completa (em inglês).